Da necessidade à hierarquia
Organizamos acessos por módulo, funcionalidade e ação, com perfis configuráveis e ajustes individuais.
Gestão de acessos e cálculo
de fretes em um ERP B2B.
Minha atuação no ERP da Contmatic Phoenix: organizar a gestão de acessos e integrar o cálculo de fretes à operação. Dois projetos, da pesquisa à entrega com o time técnico.
EXPLORE O CASE ↓
O Simplifique, da Contmatic Phoenix, reúne processos fiscais, financeiros e operacionais em um ERP em nuvem para empresas e profissionais contábeis.
Atuei como UX/UI Designer Jr em duas soluções, da identificação do problema ao acompanhamento da entrega com o time técnico. Minha contribuição incluiu análise de NPS e feedbacks, pesquisa com usuários, benchmark, fluxos, arquitetura da informação, prototipação e validação interna.
As decisões foram construídas com Produto e Engenharia. Em ambos os projetos, o desafio foi acomodar regras de negócio e variações de uso dentro do design system existente, preservando a familiaridade de quem opera o ERP diariamente.
Traduzi feedbacks e regras de negócio em fluxos, hierarquia da informação e protótipos, em colaboração com Produto e Engenharia. As soluções seguiram o design system do ERP e passaram por validação interna e acompanhamento da entrega.
Administradores tinham dificuldade para configurar acessos de forma granular e entender as permissões já aplicadas aos usuários.
Em uma operação com informações fiscais e financeiras, essa falta de visibilidade dificultava a gestão das equipes e aumentava o risco de liberar ações indevidas.
NPS e feedbacks mostraram pedidos recorrentes de personalização. A pesquisa exploratória com clientes investigou o nível de controle esperado; o benchmark e os alinhamentos com Produto ajudaram a transformar essas necessidades em uma estrutura viável.
Organizamos acessos por módulo, funcionalidade e ação, com perfis configuráveis e ajustes individuais.
A solução precisava conectar listagem, cadastro, edição, convite, feedbacks e gestão em lote.
Fluxos, wireframes e protótipos passaram por testes internos e validações com stakeholders antes da implementação.
A gestão de acessos foi desenhada como uma jornada completa, seguindo os componentes e padrões do produto.
As abas dividem os módulos, os grupos recolhíveis organizam as funções e os controles explicitam as ações permitidas. Na listagem, status, busca e filtros ajudam a administrar a base.
Alterne as telas para explorar as decisões. As imagens são do projeto original e podem ser ampliadas.
A visão geral combina resumo por status, busca, filtros e tabela. O administrador pode localizar uma pessoa e identificar sua situação antes de agir.
Os dados do usuário e as permissões são definidos no mesmo fluxo, alinhando o acesso ao papel que a pessoa terá na empresa.
A seleção de linhas reúne as ações disponíveis em uma barra contextual. O objetivo é reduzir a repetição de tarefas na administração da base.
Cadastrar um usuário era apenas parte da solução. Também era preciso orientar a pessoa convidada até o primeiro acesso.
Estruturei a sequência de convite por e-mail, criação de senha, confirmação, login e chegada ao dashboard. Cada etapa informa o que aconteceu e qual é a próxima ação.
Explore as cinco etapas abaixo para acompanhar a jornada. O objetivo era reduzir dúvidas na ativação e preservar a continuidade entre os pontos de contato.
Após o cadastro, um e-mail orienta o usuário a criar sua senha. A mensagem explica o motivo do convite e apresenta a ação que inicia a jornada.
A tela apresenta os critérios de criação ao lado do campo. O usuário consegue consultar as exigências durante o preenchimento.
Uma mensagem informa que a senha foi criada e oferece acesso ao Simplifique.
A tela de login reúne os campos de acesso e o caminho para recuperação de senha.
O dashboard encerra o primeiro acesso e apresenta os recursos do ERP dentro do padrão visual já utilizado no produto.
Feedbacks de NPS e suporte apontaram uma quebra no fluxo: usuários do módulo de transportes recorriam a planilhas e cálculos externos para concluir a tarefa.
O cálculo dependia de critérios que variavam entre empresas: distância percorrida, peso, cubagem e combinações desses fatores. A solução precisava acomodar essa diversidade dentro das regras do produto.
O objetivo foi reunir os dados do transporte e a composição do valor em uma calculadora integrada. Isso permitiria comparar cenários sem interromper o trabalho para recorrer a outra ferramenta.
A investigação combinou formulários quantitativos, entrevistas qualitativas, benchmark e alinhamento com Produto e Engenharia. Os dados foram consolidados em critérios para organizar os campos e acomodar diferentes formas de cobrança.
Alternar entre ERP e planilhas criava trabalho manual e risco de erro ao transferir informações.
Quilometragem, peso e volume precisavam coexistir sem impor uma única forma de calcular o frete.
Os novos componentes deveriam seguir o design system e preservar padrões já usados na operação diária.
A calculadora organiza a tarefa em dois momentos: informar o cenário e avaliar o resultado.
Preservei os padrões do design system e trabalhei novos componentes e variações para os requisitos do cálculo. A flexibilidade aparece nos campos condicionais, na cubagem opcional e na seleção dos fatores que compõem o valor.
Fluxos e protótipos passaram por validação interna. Acompanhei a entrega com o time técnico para manter as decisões de experiência conectadas às regras do produto.
O tipo de veículo orienta os campos necessários. Recursos complementares ficam próximos da tarefa, sem exigir a saída da calculadora.
O resultado reúne mapa, alternativas de rota e composição do frete, relacionando o trajeto aos custos.
As entregas cobriram a gestão de acessos, do cadastro ao primeiro login, e a composição do frete, do transporte informado à comparação de rotas e custos.
Na gestão de permissões, o relato da implementação destaca maior controle dos acessos, autonomia dos administradores e organização das tarefas. A calculadora de fretes centralizou decisões logísticas e reduziu a necessidade relatada de recorrer a ferramentas externas.
Os resultados disponíveis são qualitativos. Ganhos de tempo, precisão e redução de riscos não foram quantificados neste case.
A gestão de permissões mostrou a importância de conectar configuração, convite, primeiro acesso e manutenção da base.
A calculadora precisava acomodar diferentes veículos, trajetos e critérios de cobrança dentro de uma interação consistente.
Pesquisa, regras de negócio, design system e viabilidade técnica orientaram as decisões em conjunto com Produto e Engenharia.
Em um ERP, a clareza precisa acompanhar toda a tarefa: entender o cenário, configurar o que é necessário e reconhecer o resultado de cada ação.
Jorge Yasuo / Product Designer
Case original no Behance ↗